[Entrevista] O processo de gamificação por Luciano Meira

Tempo de leitura: 5 minutos

Para trazer cada vez mais conteúdos novos e diferentes fizemos mais um entrevista, dessa vez com o professor Luciano Meira, um renomado especialista em gamificação. Inclusive o termo já foi abordado aqui no blog algumas vezes, onde em uma delas disponibilizamos uma entrevista com o ilustríssimo professor.

Confira o artigo Gamificação: Jogos podem transformar a educação online

A gamificação é um método de engajamento, que tem como objetivo utilizar os recursos e ferramentas dos games para obter um maior empenho por parte do aluno. Porém esta estratégia pode ser utilizada para muitos outros fins.

 

 

Para entender melhor como funciona esse processo, confira a nossa conversa com Luciano Meira. Aprecie sem moderação! 😉

 

1 – Quem é o Professor Luciano Meira?

Profissionalmente eu sou professor de psicologia da Universidade Federal de Pernambuco e co-fundador da Joy Street, uma empresa de gamificação da aprendizagem no Porto Digital em Recife. Aqui na JOY também sou o CSI, uma brincadeira com o seriado estadunidense mas que no meu caso quer dizer Chief of Science and Innovation 🙂 Também sou pesquisador do CNPq e associado efetivo do movimento Todos Pela Educação.

 

2 – Qual o maior erro que você já cometeu aplicando a metodologia da gamificação?

Talvez considerar que apenas a gamificação é capaz de resolver todos os problemas de engajamento na escola. A educação é um fenômeno complexo e exige, necessariamente, uma diversidade de estratégias bem articuladas, com vistas à construção de novas práticas didáticas para a escola e cenários inovadores de aprendizagem ao longo da vida.

 

3 – Qual a maior inovação que você já viu na implementação da gamificação?

O portal Fold It, ao usar a interseção entre ciência, intuição e videogames para engajar pessoas das mais diversas formações na resolução de problemas para a área de saúde, com sucesso incrível e avanços importantes na identificação de complexos proteicos associados a enfermidades como a AIDS.

 

4 – Como você enxerga o ensino presencial e a distância hoje no Brasil? 

Em vista do grande interesse que a aprendizagem online, talvez particularmente o EAD tem despertado em todo o mundo, está na hora de desenharmos, implementarmos e operarmos plataformas e metodologias inovadoras para a área. Não podemos nos contentar com as baixíssimas taxas de engajamento e a pedagogia de videoaulas tão comuns nesse campo. A Joy Street entrou nesse campo com uma plataforma de EAD baseada em gamificação e outras estratégias, a plataforma APTA, na qual utilizamos mecânicas de missões, desafios e narrativas para melhorar o engajamento e desempenho dos aprendizes.

 

5 – Você acredita que possamos implementar a gamificação no ambiente de trabalho? Em qualquer área profissional?

Sim, aliás, desenvolvemos em 2017 para a FCA (Fiat Chrysler Group) um jogo inteiro para treinamento de seus operadores da linha de produção em práticas do World Class Manufacturing (WCM), um produto de classe mundial, referido recentemente pela revista Exame.

 

6 – Ao seu ver, como a gamificação pode ser utilizada na gestão de pessoas?

A seleção e a gestão de pessoas já aposta muito na capacidade de aprendizagem das pessoas e também sua prontidão para desenvolver competências específicas, seja no mundo do trabalho ou na academia. O game-based learning (aprendizagem baseada em problemas) realiza justamente um processo que pode apoiar e monitorar o fluxo de aprendizagem das pessoas, além de registrar as competências que elas são capazes de desenvolver em que contextos. Isso é jogo e gamificação! Aqui na JOY estamos usando o APTA para seleção de pessoas e formação inovadora nas corporações.

 

7 – Como você imagina a educação, como um todo, daqui 10 anos?

No Brasil as perspectivas ainda não são boas, nesse curto período, infelizmente, dada principalmente a falta de estratégia para o setor. Apesar disso, seguiremos trabalhando para ampliar as experiências de sucesso no setor público, ampliando o número de escolas em regime integral, os projetos que promovem experiências significativas de aprendizagem, e o uso de tecnologias digitais para apoiar a construção de vínculos entre professores e alunos, que entendo ser o centro dos fenômenos educacionais na escola.

 

8 – E para finalizar, conte-nos quem é o Luciano Meira quando não está trabalhando?

Quando não está trabalhando, mas também em muitos momento do trabalho, Luciano é viciado em música e se acha um Dj 🙂 curte discotecar e cozinhar com sua esposa, ir a baladas para dançar e assistir filmes ou séries no estilo Black Mirror ou West World.

 

Agradecemos imensamente por essa entrevista incrível Luciano! Que venham muitas outras!

 

E você leitor? Acredita que a gamificação pode transformar a educação a distância?

Raleduc traz o que há de mais novo em soluções coletivas e criativas voltadas para o universo da educação a distância e para revolucionar o treinamento corporativo. Caso queira saber como ajudamos as organizações: ASSEFAZ, TCE-RJ, UFRGS, INFRAERO, SEST SENAT e SEBRAE Nacional, entre em contato e fale com um de nossos especialistas.





 

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