Curso Online – Reforma Ortográfica

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Realizar um curso online é inovador e desafiador, já que um curso virtual demanda responsabilidade, empenho, um grande investimento de tempo e dedicação, e sem contar com a concentração extra que você precisará para não se deixar levar pelas redes sociais. Você está preparado para essa nova etapa?

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Como já foi dito em outros artigos publicados aqui no blog, cursos online podem oferecer diversas vantagens, como um valor mais acessível, horário de estudo flexível, nenhum custo com transporte, material didático em formatos digitais, entre outros.

Para saber mais, não deixe de ler 7 Razões para Fazer um Curso a Distância.

Muitas empresas valorizam o profissional que se forma, se especializa ou se qualifica através de cursos online, já que o aluno deve ser autônomo. Porém, mesmo que o estudante seja autossuficiente, o ideal é que a empresa que fornece o ensino a distância ofereça uma tutoria especializada para acompanhar a turma.

O que são cursos online?

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Cursos online são cursos de ensino a distância, porém, feitos através do universo virtual. Existem outros meios de se ter acesso a cursos a distância, mas, atualmente, o ensino ead é mais comum através da internet, já que esta possui diversos recursos para deixar a aula mais prática e dinâmica.

Estudar a distância demanda dedicação, e uma empresa que oferta ensino a distância, deve fornecer uma tutoria de qualidade, suporte ao estudante, retirada de dúvidas, sem contar que a empresa deve contar com um especialista no assunto do curso, para que este possa auxiliar os alunos da melhor maneira possível.

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Ok! Entendemos o que são cursos online, mas o que é e para quê serve a Reforma Ortográfica?

Reforma Ortográfica

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A língua é uma das pontes que nos une como sociedade. No caso dos brasileiros, a Língua Portuguesa é que permite, de uma maneira geral, que nos comuniquemos com agilidade e eficiência com as pessoas que nos cercam por meio da fala.

Falamos hoje o Português e não o “Brasileiro”, como alguns costumam dizer, pois nossos colonizadores, vindos de Portugal, trouxeram para cá a sua forma de falar.

Aqui no Brasil, além de ganhar sotaque próprio, o Português foi se modificando e ganhando novas formas que, em algum momento, se diferenciaram da língua mãe falada e escrita em Portugal.

Além de Portugal e do Brasil mais seis países falam a Língua Portuguesa, totalizando mais de 230 milhões de falantes, grande parte aqui no nosso país.

Desses 230 milhões de falantes da língua, 190 milhões são brasileiros. Ou seja: a cada 3 falantes do português no mundo, 1 é brasileiro. Veja só a importância do Brasil como formador da comunidade dos países de Língua Portuguesa.

Por falar nisso, os países que falam o Português formam uma comunidade chamada Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que tem como sigla CPLP.

Como já exemplificamos falando do Brasil, em cada lugar que o Português é falado e escrito modificações são feitas ao longo do tempo pela sociedade, que cria novas formas de falar e escrever. E como a língua está em constante modificação chega um momento em que o Português falado em Portugal fica diferente do Português falado no Brasil, diferente também do Português da Guiné Bissau e dos demais países falantes.

Algumas pessoas, entre estudiosos, pensadores e lideranças da sociedade, pensaram em unificar a forma como escrevemos o português nesses oito países, para podermos nos comunicar melhor internacionalmente e mostrar a todos a força do nosso idioma.

As pessoas contrárias à unificação do idioma diziam que essa era só uma desculpa para fazer com que a Língua Portuguesa entrasse na lista das línguas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU), como a quinta língua mais falada no mundo.

Obviamente, para unificar a nossa língua será necessário fazer com que os países da CPLP revisem a sua forma de escrita e realizem uma reforma ortográfica, padronizando o idioma.

Várias tentativas de acordo entre os países falantes do nosso idioma foram realizadas, entretanto somente em 1990 foi realizado um acordo, nomeado Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O objetivo era que até o dia 1º de janeiro de 1994 as novas regras do idioma já estivessem valendo. O grande problema foi que nem todos os países ratificaram o acordo.

Havia uma regra que dizia que todos os países falantes do idioma deveriam assinar o Acordo, para que ele fosse posto em prática. Em 2004 houve uma alteração na regra, agora bastaria que 3 países assinassem o Acordo para que ele valesse. No mesmo ano o Brasil ratificou o acordo, sendo seguido no ano de 2006 por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe.

As informações abaixo foram retiradas do livro de Paul Teyssier, História da Língua Portuguesa, mostra um resumo das principais tentativas de unificação ortográfica da língua portuguesa.

Você vai perceber que o Brasil já havia feito duas reformas: uma em 1943 e outra em 1971.

Cronologia das Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa

Do século XVI até o século XX, em Portugal e no Brasil a escrita praticada era de caráter etimológico, ou seja, procurava-se a raiz latina ou grega para escrever as palavras.

  • 1907 – A Academia Brasileira de Letras começa a simplificar a escrita nas suas publicações.
  • 1910 – Implantação da República em Portugal – foi nomeada uma Comissão para estabelecer uma ortografia simplificada e uniforme, para ser usada nas publicações oficiais e no ensino.
  • 1911 – Primeira Reforma Ortográfica – tentativa de uniformizar e simplificar a escrita de algumas formas gráficas, mas que não foi extensiva ao Brasil.
  • 1915 – A Academia Brasileira de Letras resolve harmonizar a ortografia com a portuguesa.
  • 1919 – A Academia Brasileira de Letras revoga a sua resolução de 1915.
  • 1924 – A Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras começam a procurar uma grafia comum.
  • 1929 – A Academia Brasileira de Letras lança um novo sistema gráfico.
  • 1931 – Foi aprovado o primeiro Acordo Ortográfico entre o Brasil e Portugal, que visava suprimir as diferenças, unificar e simplificar a língua portuguesa, contudo não foi posto em prática.
  • 1938 – Foram sanadas as dúvidas quanto à acentuação de palavras.
  • 1943 – Foi redigido, na primeira Convenção ortográfica entre Brasil e Portugal, o Formulário Ortográfico de 1943.
  • 1945 – O acordo ortográfico tornou-se lei em Portugal, mas no Brasil não foi ratificado pelo Governo. Os brasileiros continuaram a regular-se pela ortografia anterior, do Vocabulário de 1943.
  • 1971 – Foram promulgadas alterações no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal.
  • 1973 – Foram promulgadas alterações em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
  • 1975 – A Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboram novo projeto de acordo, que não foi aprovado oficialmente.
  • 1986 – O presidente brasileiro José Sarney promoveu um encontro dos sete países de língua portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe – no Rio de Janeiro. Foi apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
  • 1990 – A Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa – as duas academias elaboram a base do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O documento entraria em vigor (de acordo com seu artigo 3º) no dia 1º de Janeiro de 1994, após depositados todos os instrumentos de ratificação de todos os Estados junto do Governo português.
  • 1996 – O último acordo foi apenas ratificado por Portugal, Brasil e Cabo Verde.
  • 2004 – Os ministros da Educação da CPLP reuniram-se em Fortaleza (Brasil), para propor a entrada em vigor do Acordo Ortográfico, mesmo sem a ratificação de todos os membros.

Primeiras mudanças

O alfabeto que era composto por 23 letras passa a ter 26.

Essas 3 (três) letrinhas, K, W e Y sempre fizeram parte do nosso cotidiano. Além dos nomes próprios como Kelly e Wesley, tínhamos as palavras derivadas de palavras estrangeiras como “kung fu” e “show” e na escrita das unidades de medida, km, Kg, etc.

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Quando falamos a respeito da polêmica sobre a reforma ortográfica pensamos numa revolução total na escrita. Na verdade, são pequenas mudanças, mas que impactam na vida das pessoas que se acostumaram a escrever de uma determinada forma.

Para ser mais preciso, a reforma atinge somente 0,45%. Mas, como dissemos, é difícil mudar uma tradição de escrita que vem de tanto tempo.

A segunda mudança a ser estudada diz respeito a utilização do trema, os dois pontinhos em cima do u para indicar a pronúncia dessa letra. Com a nova reforma ortográfica o trema desaparece do nosso idioma.

Algumas pessoas continuarão a reclamar que falta o trema na palavra lingüiça, que continua a ser falada da mesma forma, mas que agora não tem pontinhos no u; virou linguiça.

O trema teve seu uso “abandonado” em outras palavras como “consequencia” e “frequencia”.

O trema só continua em palavras de origem estrangeiras, como por exemplo, o sobrenome da modelo Gisele Bündchen.  Exemplo de outros nomes próprios: Müller, München, e Citröen.

Conclusão

Vimos os benefícios de realizar cursos online, e a importância que a reforma ortográfica traz para nosso convívio com outros países que falam o português como também para a nossa escrita. Pudemos conhecer os grandes avanços que a língua sofreu com o passar dos anos, como também algumas novidades que ocorreram na última reforma.

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”Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço”. – Immanuel Kant

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