EAD – Planejamento do Tempo

Tempo de leitura: 14 minutos

EAD

A EAD é uma modalidade desafiadora e interessante, já que realizar um curso EAD demanda responsabilidade, empenho, e um grande investimento de tempo e dedicação.

Com cursos online podemos aprender diversos conteúdos a qualquer hora e em qualquer lugar. Sem termos de nos preocupar com horário da aula, vagas para o carro, podemos ouvir música enquanto estudamos, e nem nos preocupar com materiais didáticos impressos…

Você está preparado para essa nova etapa?

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Como já foi dito em outros artigos publicados aqui no blog, o universo EAD oferece diversas vantagens, como um valor mais acessível, horário de estudo flexível, nenhum custo com transporte, material didático em formatos digitais, entre outros.

Para saber mais, não deixe de ler 7 Razões para Fazer um Curso a Distância.

Realizar um curso através da EAD demanda mais organização e empenho por parte do aluno, já que este terá de ter autonomia. Porém, mesmo que o estudante seja autossuficiente, o ideal é que a empresa, que fornece o ensino a distância, ofereça uma tutoria especializada para acompanhar a turma. O aluno deve ser responsável e disciplinado, por isso, muitas empresas valorizam o profissional que se forma, se especializa ou se qualifica através de cursos EAD.

O que é EAD?

EAD ou Ensino a Distância, todo e qualquer ensino realizado longe de uma instituição, de uma sala de aula, é EAD. Podendo ser feita através da internet, cartas, televisão, rádio, ou seja, qualquer um dos meios de comunicação que temos a nossa disposição nos dias atuais.

Para entender melhor sobre esse vasto universo que é a EAD, leia A Educação EAD no Brasil.

Atualmente, a EAD é mais comum através da internet, já que esta possui diversos recursos para deixar o ensino mais prático e dinâmico.

Muitas empresas valorizam o profissional que se especializa através de cursos ead, já que este deve ter autonomia para cumprir com suas tarefas dentro dos prazos estipulados pelo curso. Um bom curso a distância também deve oferecer uma excelente tutoria, dando o devido suporte ao aluno.

Para saber mais sobre tutoria, não deixe de ler Ensinar Online: Primeiros Passos.

Ok! Entendemos o que é EAD, mas o que é e para quê serve o Planejamento do Tempo?

Planejamento do Tempo

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Santo Agostinho afirmou, em suas “Confissões”, que “discutir o tempo é algo muito complicado, pois o tempo parece ser, quando não tentamos falar sobre ele, algo simples, que todo o mundo conhece. Basta, porém, tentar teorizar sobre ele para que nos vejamos diante de grande confusão”.

Comecemos por analisar alguns mitos acerca da administração do tempo. O primeiro é que “quem administra o tempo torna-se escravo do relógio”. A verdade é bem o contrário. Quem administra o tempo coloca-o sob controle, torna-se senhor dele. Quem não o administra é dominado por ele, pois acaba fazendo as coisas ao sabor das pressões do momento, não na ordem e no momento em que desejaria. Esse mito se alimenta do fato de que muitas pessoas que tentam planejar o tempo acreditam (pelo menos no início) que é possível programar cem por cento do seu tempo.

Para essas pessoas, planejar o tempo acaba sendo como vestir uma camisa de força e não mais tirá-la. A verdade é que quando se faz um planejamento não é para controlar a vida nos mínimos detalhes, mas adquirir controle sobre ela, sendo flexível, e, ao mesmo tempo, dando chances para que haja correções de curso, se for necessário. Caso esteja fazendo algum trabalho e está inspirado, produzindo bem, não há razão para parar somente porque o tempo reservado àquele expirou. Se a tarefa seguinte, dentro do seu planejamento, puder ser reagendada, não haverá maiores problemas e não

precisa interromper o que você vem fazendo bem. Planejar é fazer o que você considera importante e prioritário para ser senhor das suas ações e não programar sua vida nos mínimos detalhes e depois tornar-se escravo dela.

O segundo mito é ”que a gente só produz mesmo, ou então só trabalha melhor sob pressão”. Isso foi criado para racionalizar a preguiça, a indecisão, a tendência à procrastinação. Não há evidência que o justifique, até porque os que assim agem poucas vezes tentam trabalhar sem pressão para comparar os resultados – sobre si mesmos e sobre os que os circundam. A evidência, na verdade, justifica o contrário daquilo que expressa o mito. Em contextos escolares, por exemplo, quem estuda ao longo do ano, com calma e sem pressões, sai-se muito melhor do que quem deixa para estudar nas vésperas das provas, sendo obrigado a passar noites em claro para recuperar o tempo perdido. Nada nos permite concluir que o que vale no contexto escolar, a esse respeito, não valha para outros.

O terceiro mito é ”que planejar o tempo é algo que se aplica apenas à vida profissional”. Isso é falso. Certamente há muitas coisas em sua vida pessoal e familiar que você deseja realizar, mas não executa – “por falta de tempo”. Você pode estar querendo, há anos, organizar algumas coisas em casa, ler um livro ou um artigo, aprender uma língua estrangeira, dançar, praticar esportes, tirar duas semanas de férias, curtir a família, e não consegue, colocando sempre a culpa na falta de tempo. Se você souber administrá-lo de maneira positiva, conseguirá realizar todas essas coisas.

O quarto mito é “que ter tempo é questão de querer ter tempo”. Você certamente já ouviu muita gente dizer isso. De certo modo esta afirmação é verdadeira. Normalmente arrumamos tempo para fazer aquilo que realmente queremos fazer. Mas a afirmação não diz tudo. Não basta simplesmente querer ter tempo para consegui-lo. É preciso também buscar o meio indispensável de obtê-lo – para isso é necessário administrá-lo.

Contrário a esses mitos, a verdade é que planejar suas horas é saber usá-las para fazer as coisas que você considera importantes e prioritárias, profissional ou pessoalmente. Planejar é organizar sua vida de tal maneira que você consiga cumprir tarefas as quais gostaria realmente de fazer e que possivelmente não as faz por estar ocupado com aquelas urgentes e de rotina, muitas não tão urgentes, nem prioritárias.

Aquele que tem tempo não é o que não faz nada, mas o que consegue administrar as suas horas. Todos nós conhecemos pessoas dentro da família ou fora dela que, pelos nossos padrões, não fazem nada o dia inteiro e, no entanto, se dizem sem tempo.

Por outro lado, quem se planeja não é quem está a toda hora ocupadíssimo, pelo contrário, se você vir alguém que está a todo o momento muito ocupado, fica até mais tarde no serviço, leva trabalho para fazer em casa, à noite e no fim de semana, pode concluir que essa pessoa não sabe planejar sua rotina. Quem se planeja não vive numa corrida sem fim contra o relógio, não precisa trabalhar horas extras e produz muito mais!

Mas não se engane: o processo de administrar o tempo não é fácil. É preciso realmente querer se organizar para conseguir administrá-lo. Se você ainda não percebeu a necessidade de fazê-lo, vamos fazer algumas considerações que podem convencê-lo.

Tempo é Vida

Para a maioria das pessoas, o equipamento básico do que dispomos para viver é a nossa mente e não a força ou a velocidade. O tempo é o recurso fundamental e a matéria – prima das nossas atividades diárias.

Tempo é vida e quando ele acaba também cessa a nossa vida, não tendo como voltar atrás. Por isso, quem administra o tempo ganha mais horas e qualidade no seu dia-a-dia, prolongando a duração dessas horas.  Nisso podemos ter o controle e está ao alcance de qualquer um.

O tempo é um recurso não renovável e perecível. Quando ele acaba não tem como repô-lo e, uma vez não usado, é impossível ser estocado para o futuro. Quem não administra o tempo joga sua vida fora porque um dia só pode ser vivido uma vez, por isso deverá ser vivido sabiamente. Amanhã será sempre um novo dia e o hoje perdido não tem como ser recuperado, terá sido perdido para sempre. Falamos aqui o óbvio. Poucas coisas são tão óbvias como as que foram afirmados neste parágrafo – e quase sempre nos comportamos como se não o soubéssemos!

Apesar de o tempo ser perecível e não renovável ele é um recurso democraticamente distribuído. A capacidade mental, a habilidade, a inteligência, as características físicas são desigualmente distribuídas entre as pessoas. O nosso tempo cronológico é distribuído igualmente para todos porque o dia tem 24 horas tanto para o mais alto executivo como para o mais pobre desempregado. Todos nós temos direito de utilizar as 24 horas de um dia, mas não podemos guardar algumas delas somente para nós, em detrimento dos outros. Pode-se roubar dinheiro, objetos ou qualquer outra coisa material que possuímos, mas quando se fala em tempo não há como outra pessoa usufruí-lo sem que o autorizemos, somente nós temos o controle quanto ao uso dele.

Se for assim, devemos nos perguntar por que alguns produzem tanto e outros não conseguem produzir nada – no mesmo número de horas. Não é que estes não façam nada, às vezes são ocupadíssimos, e, no entanto, pouco ou nada produzem. A explicação é: o importante é o que fazemos com nosso tempo.

Tempo é Dinheiro

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É importante perceber que o nosso tempo é valioso. Há pessoas e empresas que estão dispostas a pagar dinheiro por ele, por isso diz-se que tempo é dinheiro. Quem administra o tempo, na verdade, ganha não apenas vida: pode também transformar esse ganho de vida em ganho financeiro.

Para alcançar um determinado resultado ou produzir alguma coisa com qualidade, precisamos investir fundamentalmente em tempo e dinheiro.

Imaginemos exemplos corriqueiros. Seu carro está precisando de uma limpeza e sua casa de um conserto na parte elétrica. Se você souber executar essas tarefas em um nível de qualidade aceitável, vai economizar dinheiro por elas ao invés de pagar para fazê-las. São algumas horas despendidas com esse trabalho, mas bem aproveitadas, ao invés de usá-las para outra coisa, como dormir ou ver TV, por exemplo.

Independentemente de quanto valha a hora de seu tempo, você chegará à conclusão de que vale muito mais à pena utilizar suas horas com algo produtivo como lavar o carro ou consertar a instalação elétrica da sua casa, do que dormir. Você utilizou bem o seu tempo e economizou dinheiro, nesse caso. Se, porém, pode empregar seu tempo ganhando mais dinheiro do que vai economizar ou se há coisas mais importantes para realizar, provavelmente vai concluir que é melhor pagar um lava-jato e um eletricista para fazer os serviços.

Por outro lado, mesmo que você tenha tempo disponível, mas, se deseja um trabalho com melhor nível do que aquele de que é capaz de produzir, pode ser mais útil pagar um bom profissional para fazê-lo.

A questão é ter em mente que o tempo possui um valor monetário para quem tem objetivos: a decisão de empregá-lo ou não em determinada tarefa deve ser levada em consideração. Se lavar o carro leva uma hora e você economiza dez reais fazendo isso, então seu tempo, naquela situação, vale dez reais por hora.

Por outro lado, caso não tenha nada mais a fazer, além da tarefa que está contemplando realizar, então o fator tempo deixa de ser uma variável relevante.

Outro exemplo pode ajudar a ilustrar melhor. Suponhamos que você não possua bicicleta, carro e nem helicóptero e queira ir a São Paulo. Suas opções são: ir andando e levar três dias, alugar uma bicicleta e gastar sete horas, ir de ônibus e durar cerca de três horas para chegar, pegar um táxi, o qual vai levá-lo em uma hora ou fretar um helicóptero e chegar em quinze minutos . Cada uma destas opções envolve certo uso de tempo e determinado gasto de dinheiro. Se você tiver pouco tempo e bastante dinheiro, poderá decidir gastar mais e fretar o helicóptero. Se tiver pouco dinheiro e bastante tempo, poderá decidir ir a pé.

Desse modo, dependendo da “mistura”, você pode escolher uma das opções intermediárias. A qualidade do resultado, porém, também precisa ser levada em consideração. Indo a pé, você vai chegar a São Paulo cansado, sujo e desgastado. Indo de helicóptero, chegará como saiu.

Digamos que um investimento de tempo (T) e de dinheiro ($) eventualmente pode pesar na decisão e produzir um resultado com um determinado nível de qualidade(Q). . Se continuarmos a investir a mesma quantidade de tempo e de dinheiro, é provável que a qualidade manterá a mesma. Se aumentarmos o investimento de tempo, podemos manter a qualidade diminuindo o investimento de dinheiro ou vice-versa.

  • Se aumentarmos o investimento de tempo, mantendo o investimento de dinheiro parado, ou vice-versa, poderemos melhorar ainda mais a qualidade se aumentarmos ambos os investimentos.
  • Se diminuirmos o investimento de tempo, mantendo o investimento de dinheiro parado, ou vice-versa, poderemos piorar ainda mais a qualidade se reduzirmos ambos os investimentos.

Com isso, vemos que troca-se tempo por dinheiro. Na verdade, o trabalho é uma troca de tempo por dinheiro: alguém me paga pelas minhas horas produtivas.

Objetivos e Metas

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Planejar o tempo, em última instância, é planejar estrategicamente a nossa vida. Para isso, precisamos, em primeiro lugar, saber aonde queremos chegar (definição de objetivos) ”onde quero estar?”, “o que quero ser? daqui a cinco, dez, vinte ou cinquenta anos?” O segundo passo é começar a estratégia: transformar objetivos em metas, com prazos e quantificações, decidindo em linhas gerais como as metas serão alcançadas. O terceiro passo é criar planos táticos: explorar as alternativas específicas disponíveis para chegar aonde queremos chegar, escolher fontes de financiamento (geralmente, emprego é fonte de financiamento).  Em quarto lugar, fazer o que tem de ser feito: agir. Durante todo o processo precisamos estar constantemente avaliando os meios usados para sabermos se estes estão nos levando mais perto do nosso objetivo, ao final do processo. Se não, mudemos os meios, procuremos outro emprego, por exemplo.

Porém, tudo começa com uma ação que envolve basicamente atitude: se você não sabe aonde quer chegar, provavelmente nunca vai chegar lá – por mais tempo que tenha.

Conclusão

No artigo de hoje vimos os benefícios que a EAD pode nos proporcionar, como também os conceitos básicos e a explicação de alguns mitos sobre Planejamento do Tempo. Pudemos ler sobre algumas vantagens de ingressar na modalidade EAD, como baixo custo, material digital, acesso a qualquer hora e em qualquer lugar. E aprendemos a importância de implantarmos o planejamento do tempo na nossa vida pessoal e profissional.

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“Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito.” – Pitágoras

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